sexta-feira, 6 de maio de 2011

Dormir muito ou pouco pode envelhecer o cérebro

De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Londres, na Inglaterra, alterações no descanso em um período de cinco anos na meia-idade podem afetar a função cognitiva tempos depois. Dormir mais ou menos do que seis a oito horas tornaria o cérebro até sete anos mais velho.
O levantamento contou com dados de 5.431 voluntários (1.459 mulheres e 3.972 homens). Testes padrões verificaram memória, raciocínio, fluência fonêmica, vocabulário, fluência semântica e estado cognitivo global.
Segundo o jornal Daily Mail, a equipe de cientistas constatou que 7% a 8% das pessoas que dormiam muito se saíram pior em todos os itens, com exceção da memória verbal de curto prazo. Um quarto das mulheres e 18% dos homens que descansavam pouco mostraram diminuição da capacidade de raciocínio e vocabulário.
O site Science Daily acrescentou que a quantidade de sono que resultou em melhores pontuações para pessoas do sexo feminino foi de sete horas, seguida por seis horas. No caso do sexo masculino, as habilidades se mostraram semelhantes de seis a oito horas, sendo que menos ou mais tempo esteve relacionado com resultados piores.

Aprovado o plebiscito para decidir a divisão do Pará

Ainda este ano a população do Pará terá que se pronunciar, em plebiscito, se aceita a divisão do estado em três unidades da federação: além do Pará, seriam criados os estados de Carajás e Tapajós. O plebiscito sobre Carajás, já aprovado pelo Senado, recebeu ontem o aval da Câmara e será promulgado pelo Congresso Nacional.
O texto dá prazo à Justiça Eleitoral de até seis meses para a consulta. A proposta sobre o plebiscito em relação a Tapajós foi alterada e terá que retornar para nova votação no Senado.
A criação de dois novos estados, se efetivada, implicará aumento de gastos públicos. Serão necessários recursos para a implantação de todo o aparato administrativo dos órgãos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, além de seis novos senadores para representação no Congresso.
Os defensores da ideia não divulgaram a estimativa de gastos. Em 2009, o pesquisador do Ipea Rogério Boueri divulgou o estudo "Custos de funcionamento das unidades federativas brasileiras e suas implicações sobre a criação de novos estados", em que estima que um novo estado teria custos fixos de R$ 832 milhões anuais.
De acordo com a proposta de divisão do Pará, o custo-benefício é favorável, pois as regiões poderão se desenvolver, como ocorreu com Tocantins, desmembrado de Goiás em 1988.
O líder do PDT, deputado Giovanni Queiroz (PA), afirma que os custos de estruturação dos novos estados poderão ser minimizados com uma parceria com a iniciativa privada:
O projeto prevê que Carajás tenha 39 municípios no sul e sudeste do atual estado e uma população de 1,6 milhão de habitantes; Tapajós, 27 municípios a oeste, com 1,3 milhão de moradores e o Pará, no norte, ficaria com 86 municípios e 4,6 milhões de habitantes.

O Globo


" Para o Estado do Pará ser forte, é preciso que ele esteja unido "   
" Para o desenvolvimento de todas as regiões do Estado do Pará não é necessário a sua divisão e, sim, uma melhor gestão por parte do governo "

Olintho Azevedo

STF reconheceu a união entre pessoas do mesmo sexo



Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu legalmente ontem as uniões entre pessoas do mesmo sexo. A partir de hoje, devem ser aplicadas a esse tipo de relação as mesmas regras da união estável heterossexual, prevista no Código Civil.
A Corte não relacionou os direitos que decorrem da decisão. Mas, por analogia, os gays poderão pleitear, por exemplo, a declaração conjunta de Imposto de Renda, pensão em caso de morte ou separação, partilha de bens e herança. A pessoa só precisa comprovar que integra uma "convivência pública, contínua e duradoura", como diz a lei.
A regra deve ser aplicada pelos órgãos responsáveis, como o INSS, as operadoras de plano de saúde privado, empresas e governos. O cidadão que se sentir discriminado poderá entrar com ação na Justiça.
Diante do precedente do STF, a chance de vitória será alta. Em casos de separação, se não houver acordo entre as partes, também será necessário recorrer à Justiça.
Ficou decidido que as ações devem ser julgadas, a partir de agora, individualmente pelos ministros, sem necessidade de ir a plenário, e sempre a favor dos homossexuais.
A Corte também decidiu que cabe ao Congresso aprovar lei regulamentando as peculiaridades dos direitos decorrentes das uniões homoafetivas.
— É como que uma convocação. A decisão da Corte implica que o Legislativo assuma essa tarefa de regulamentar a equiparação — explicou o presidente do STF, ministro Cezar Peluso.
A decisão foi tomada no julgamento de duas ações: uma proposta pelo governo do Estado do Rio, em 2008, e a outra, pelo Ministério Público, em 2009. Há diferentes decisões de tribunais e juízes sobre o tema. Com a decisão do STF, o entendimento fica unificado.


O Globo

Inflação ultrapassa teto da meta do Banco Central

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,77% em abril e acumula alta de 6,51% em 12 meses, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6). O resultado ultrapassa o teto da meta estabelecida pelo Banco Central para este ano, de 6,5%. Frente a março, que registrara taxa de 0,79%, o índice mostra desaceleração. Em abril de 2010, a taxa havia ficado em 0,57%.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Câmara aprova plebiscito para dividir estado do Pará

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na manhã desta quinta-feira (5) um decreto legislativo que autoriza a realização de um plebiscito que vai decidir pela criação do estado de Carajás, que seria uma divisão do estado do Pará. O decreto deve ser promulgado nos próximos dias pelo presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP). Depois de promulgado, o plebiscito poderá ser realizado em até seis meses, de acordo com a organização da Justiça Eleitoral.
Outro projeto, que também divide o estado do Pará foi aprovado pelo plenário da Câmara. O projeto que prevê a criação do estado de Tapajós, contudo, ainda precisa passar pela aprovação do Senado antes de ser promulgado. Se os dois plebiscitos forem realizados, a área atual do estado do Pará poderá ser divida em três estados.
Pela proposta, o estado de Carajás, de autoria do ex-senador Leomar Quintanilha, estaria localizado a sul e sudeste do Pará, e prevê como capital a cidade de Marabá. Ao todo, o novo estado teria 39 municípios, com área equivalente a 25% do atual território do Pará.
Já o projeto que prevê o plebiscito para o estado de Tapajós é de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). O novo estado estaria localizado a oeste do Pará, ocupando cerca de 58% da área total do estado. A capital do novo estado seria Santarém. Ao todo, 27 municípios estão previstos para o estado de Tapajós. O projeto que prevê o plebiscito ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

Presidência gasta mais de R$ 446 mil para renovar o guarda roupas

A secretaria de administração da Presidência da República (PR) teve uma semana cheia. Os esforços foram dedicados a renovação do guarda roupas. Foram muitos os “pedidos” realizados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). As compras semanais contabilizam mais de R$ 446 mil. Ternos, sapatos, camisas e gravatas...
Com os ternos masculinos foram gastos R$ 236,5 mil em 1.718 conjuntos da marca Aurélio Dias. Os femininos, encomendados sob medida, foram 30 e custaram R$ 8,3 mil. No mesmo dia, a PR ainda comprou 1.718 gravatas sociais, verticais e de cor preta, que provavelmente serão usadas com os ternos novos, no valor de R$ 14,8 mil. Para completar a vestimenta, 2 mil pares de sapatos sociais de couro e 2.520 camisas sociais masculina, que custarão R$ 95,8 mil e R$ 90,7 mil respectivamente.
 A PR não foi a única a fazer compras na semana passada. No último dia 26, o Senado Federal empenhou (reservou em orçamento) R$ 100,6 mil para compra de um carpete vermelho com acabamento em overloque, que será usado em cerimônias oficiais. O órgão também reservou R$ 15,5 mil para o tratamento odontológico do Senador Casildo Maldaner (PMDB-SC).
 










Contas Abertas

Execução orçamentária do Ministério do Esporte está abaixo do realizado em 2010

Assuntos como queda do dólar e aumento da inflação dominam, entre outros, o noticiário econômico nacional. Mas, ao  final do primeiro quadrimestre do governo da presidente Dilma Rousseff é inevitável a comparação do desempenho do Orçamento da União, comparativamente ao mesmo período do ano passado, último de Luiz Inácio Lula da Silva.
        
A avaliação, neste caso, é específica à área do esporte, considerando a proximidade das grandes competições internacionais, a partir dos Jogos Mundiais Militares, em setembro, Copa das Confederações, em 2013, Mundial de Futebol, em 2014 e Olimpíada e Paraolimpíada, em 2016. De quebra, tem a participação brasileira nos Jogos Pan-Amerianos de Guadalajara, México, em outubro, com atletas olímpicos e paraolímpicos. 
        
Pois apesar dessa farta agenda de megaeventos, o desempenho orçamentário do Ministério do Esporte está aquém do registrado entre janeiro e abril de 2010.
        
Conforme dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) – órgão do governo federal –, o Ministério do Esporte dispõe de R$ 2,5 bilhões para este exercício. No entanto, aplicou apenas R$ 177,9 milhões, contra R$ 188,4, registrados entre janeiro e abril de 2010.
        
A diferença é pequena, em torno de R$ 10 milhões a menos, mas deve-se considerar que a pasta do ministro Orlando Silva conta, agora, com um orçamento mais robusto que o anterior, quase R$ 1 bilhão a mais para seus diferentes programas.
Em números redondos, os valores são os seguintes: Orçamento do Ministério do Esporte em 2010: R$ 1.618.311.741,00; em 2011: R$ 2.553.944.115,00.
        
Na ponta do lápis e para que melhor se entenda a comparação, nos primeiros quatro meses de 2010 o Ministério já havia aplicado 11,64% de seu orçamento; este ano, apenas 6,97% no mesmo período.
        
Outra análise interessante que mostra como está acanhada a execução orçamentária do Ministério do Esporte está nas contas de “Restos a pagar”, que são as despesas de anos anteriores honradas este ano.
        
Segundo o Siafi, dos R$ 117,9 milhões gastos pelo Ministério este ano, R$ 111,5 milhões referem-se a despesas de anos passados, isto é, foram gastos com “restos a pagar”. Com isso, temos a seguinte realidade: a pasta do Esporte aplicou apenas R$ 66,5 milhões em projetos e programas específicos de 2011. Muito pouco, se considerado os R$ 2,5 bilhões disponíveis no orçamento.
        
Nas despesas correntes do Ministério, quem mais consumiu recursos nestes primeiros quatros meses do ano foi o programa Segundo Tempo, R$ 6,1 milhões, destinados a uma empresa fornecedora de material esportivo, usado pela garotada, Brasil afora.



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