Algemado e escoltado por policiais, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, foi transferido na noite deste domingo (15) da delegacia onde estava preso para outro departamento da polícia de Nova York, nos Estados Unidos.
Strauss-Kahn é acusado de ter agredido sexualmente uma empregada de hotel no sábado (14).
A polícia nova-iorquina não deu informações exatas sobre o local para onde o diretor do FMI foi transferido. De acordo com a agência de notícias Reuters, Strauss-Kahn pode ter sido levado para um posto médico para realizar um exame forense.
A audiência preliminar para a apresentação formal de acusações contra o diretor-gerente do FMI, prevista para este domingo, foi adiada.
Dominique Strauss-Kahn foi reconhecido neste domingo pela funcionária de um hotel que o acusa de tentativa de estupro em uma roda de suspeitos organizada pela polícia nova-iorquina.
Segundo um porta-voz da polícia, a mulher, de 32 anos, compareceu na delegacia onde Strauss-Kahn está detido e identificou o diretor-gerente do FMI entre um grupo de homens.
Strauss-Kahn é acusado de tentativa de estupro, ato sexual ilícito e detenção ilegal após ter sido detido no sábado a bordo de um avião que estava para decolar rumo a Paris.
Segundo declararam seus advogados, Ben Brafman e William Taylor, o alto funcionário internacional se declarará inocente das acusações quando comparecer perante um juiz em uma audiência preliminar, algo que se espera que ocorra ao longo das próximas horas.
Com informações das agências France Presse e Reuters.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Degradação na Amazônia Legal cresce 35%
Na Amazônia Legal, 299 km² de florestas foram degradados em março deste ano, um aumento de 35% em comparação com o mesmo período de 2010, quando a área atingida foi de 220 km². Os dados, do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), constam no último boletim do Instituto Imazon.
Segundo o instituto, Mato Grosso foi responsável por 73% da degradação, seguido por Rondônia, com 23%. Degradação florestal significa que a floresta foi cortada parcialmente ou sofreu queimada, mas não foi totalmente derrubada.
Os dados confirmam o alerta feito pelo Deter, sistema de satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que detecta a ocorrência de corte raso, ou seja, desmatamento total de uma área, na Amazônia Legal.
Em janeiro e fevereiro deste ano, o Deter apontou 19,2 km² de áreas desmatadas. Mato Grosso apareceu como o Estado que mais desmatou, com 14,4 km², seguido pelo Maranhão, com 4,3 km².
Perfil. O diretor de desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires, confirma que houve um pico fora da curva e diz que agora a maior preocupação é em relação à mudança do perfil do desmate. Nos últimos cinco anos, o desmatamento ocorreu em polígonos que variavam de 20 a 80 hectares. Hoje é comum encontrar áreas desmatadas com mais de mil hectares.
Segundo o instituto, Mato Grosso foi responsável por 73% da degradação, seguido por Rondônia, com 23%. Degradação florestal significa que a floresta foi cortada parcialmente ou sofreu queimada, mas não foi totalmente derrubada.
Os dados confirmam o alerta feito pelo Deter, sistema de satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que detecta a ocorrência de corte raso, ou seja, desmatamento total de uma área, na Amazônia Legal.
Em janeiro e fevereiro deste ano, o Deter apontou 19,2 km² de áreas desmatadas. Mato Grosso apareceu como o Estado que mais desmatou, com 14,4 km², seguido pelo Maranhão, com 4,3 km².
Perfil. O diretor de desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires, confirma que houve um pico fora da curva e diz que agora a maior preocupação é em relação à mudança do perfil do desmate. Nos últimos cinco anos, o desmatamento ocorreu em polígonos que variavam de 20 a 80 hectares. Hoje é comum encontrar áreas desmatadas com mais de mil hectares.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
RF deflagaram hoje a operação Apate
A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram hoje a Operação Apate, contra um esquema de fraudes na Receita nos Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais. Estão sendo cumpridos 82 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão. Participam da operação 40 servidores da Receita Federal e cerca de 400 policiais federais.
A investigação foi iniciada há um ano, quando foram identificados indícios de que Declarações do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), apresentadas por prefeituras e outros órgãos municipais, continham informações falsas sobre retenções do Imposto de Renda. A entrega das declarações falsas era realizada por um mesmo grupo de pessoas que, em seguida, apresentava Declarações de Ajuste Anual de Imposto de Renda da Pessoa Física
(DIRPF) requerendo a restituição dos valores supostamente pagos, inseridos pelas fontes pagadoras (Prefeituras e Órgãos Públicos) nas Dirf.
A estimativa da Receita é de que o prejuízo aos cofres públicos alcance o montante de R$ 200 milhões. Segundo a Receita, há suspeitas de que os operadores do esquema contavam com a colaboração de alguns prefeitos e servidores do primeiro escalão municipal.
Os envolvidos poderão responder por formação de quadrilha, crimes contra a ordem tributária e falsidade ideológica, entre outros crimes. As declarações do Imposto de Renda que contenham dados falsos informados pelos municípios serão retidas pela Receita Federal e auditadas. As multas poderão chegar a 300% do valor do tributo devido e, caso seja confirmado o envolvimento dos contribuintes, eles poderão responder criminalmente. O nome "Apate", dado à operação, vem da mitologia grega. Apate, segundo a Receita, era um espírito que personificava o engano, o dolo e a fraude.
A investigação foi iniciada há um ano, quando foram identificados indícios de que Declarações do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), apresentadas por prefeituras e outros órgãos municipais, continham informações falsas sobre retenções do Imposto de Renda. A entrega das declarações falsas era realizada por um mesmo grupo de pessoas que, em seguida, apresentava Declarações de Ajuste Anual de Imposto de Renda da Pessoa Física
(DIRPF) requerendo a restituição dos valores supostamente pagos, inseridos pelas fontes pagadoras (Prefeituras e Órgãos Públicos) nas Dirf.
A estimativa da Receita é de que o prejuízo aos cofres públicos alcance o montante de R$ 200 milhões. Segundo a Receita, há suspeitas de que os operadores do esquema contavam com a colaboração de alguns prefeitos e servidores do primeiro escalão municipal.
Os envolvidos poderão responder por formação de quadrilha, crimes contra a ordem tributária e falsidade ideológica, entre outros crimes. As declarações do Imposto de Renda que contenham dados falsos informados pelos municípios serão retidas pela Receita Federal e auditadas. As multas poderão chegar a 300% do valor do tributo devido e, caso seja confirmado o envolvimento dos contribuintes, eles poderão responder criminalmente. O nome "Apate", dado à operação, vem da mitologia grega. Apate, segundo a Receita, era um espírito que personificava o engano, o dolo e a fraude.
Enem terá duas edições
O Ministério da Educação (MEC) vai publicar na próxima semana o edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Serão realizadas duas edições do exame em menos de um ano. A primeira deverá acontecer nos dias 22 e 23 de outubro. A outra prova deve ser marcada para maio de 2012. A assessoria do MEC confirma as duas edições neste período, mas as datas oficiais serão anunciadas no edital.
Com uma prova marcada para o primeiro semestre de 2012, confirma-se a intenção do MEC em aplicar duas edições do Enem por ano. Em recente entrevista ao G1, o ministro Fernando Haddad disse que a realização de duas edições "dependeria de muita gente", como os organizadores, gráficas e esquema de segurança envolvidos, e que o processo seria aperfeiçoado para evitar problemas em edições passadas, como o vazamento de provas em 2009 e os erros de impressão em um lote de provas em 2010. "Eu, sinceramente, acho que o processo de 2010 foi muito melhor que o de 2009. Então, eu entendo que o de 2011 será melhor que o de 2010", disse o ministro.
O MEC deu início em 2009 a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições, sendo 39 universidades federais.
Em 2010, mais de 4 milhões de candidatos se inscreveram para participar do exame.A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados em uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). No total, 59 instituições utilizaram o Enem integral ou parcialmente como forma de acesso dos candidatos no ingresso à universidade.
Com uma prova marcada para o primeiro semestre de 2012, confirma-se a intenção do MEC em aplicar duas edições do Enem por ano. Em recente entrevista ao G1, o ministro Fernando Haddad disse que a realização de duas edições "dependeria de muita gente", como os organizadores, gráficas e esquema de segurança envolvidos, e que o processo seria aperfeiçoado para evitar problemas em edições passadas, como o vazamento de provas em 2009 e os erros de impressão em um lote de provas em 2010. "Eu, sinceramente, acho que o processo de 2010 foi muito melhor que o de 2009. Então, eu entendo que o de 2011 será melhor que o de 2010", disse o ministro.
O MEC deu início em 2009 a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições, sendo 39 universidades federais.
Em 2010, mais de 4 milhões de candidatos se inscreveram para participar do exame.A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados em uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). No total, 59 instituições utilizaram o Enem integral ou parcialmente como forma de acesso dos candidatos no ingresso à universidade.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Brasil pirateia 54% dos programas
O valor de mercado dos softwares piratas atingiu o recorde de US$ 58,8 bilhões em 2010, valor 14% maior que um ano antes, revela estudo feito pela consultoria IDC para a organização Business Software Alliance. Impulsionado pelo boom do uso de computadores em países em desenvolvimento, o percentual de programas piratas utilizados nas 116 nações pesquisadas foi de 42%, um ponto abaixo que o registrado em 2009.
O estudo mostrou que países pobres e em desenvolvimento pirateiam muito mais que os ricos. Os que mais fazem cópias ilegais são Geórgia (93% dos softwares utilizados), Zimbábue (91%), Bangladesh e Moldávia (ambos com 90%). A China registrou 78%.
O Brasil apresentou queda pelo quinto ano consecutivo e, em 2010, pirateou 54% dos programas, um dos menores índices na América Latina. O índice da região foi de 64%, puxado pela Venezuela (88%) e Argentina (70%). O valor de mercado dos softwares piratas no Brasil, segundo a pesquisa, foi de US$ 2,6 bilhões.
Os países que menos utilizam software pirata são os ricos Estados Unidos, Japão e Luxemburgo (cujos índices ficaram em torno de 20%), Nova Zelândia (22%), Austrália (24%), Alemanha e Reino Unido (os dois com 27%).
- O mercado de software agora está sendo movido pelos países emergentes, que também são os que possuem as taxas mais altas de pirataria - disse Julian Swan, diretor de marketing da BSA.
O estudo mostrou que países pobres e em desenvolvimento pirateiam muito mais que os ricos. Os que mais fazem cópias ilegais são Geórgia (93% dos softwares utilizados), Zimbábue (91%), Bangladesh e Moldávia (ambos com 90%). A China registrou 78%.
O Brasil apresentou queda pelo quinto ano consecutivo e, em 2010, pirateou 54% dos programas, um dos menores índices na América Latina. O índice da região foi de 64%, puxado pela Venezuela (88%) e Argentina (70%). O valor de mercado dos softwares piratas no Brasil, segundo a pesquisa, foi de US$ 2,6 bilhões.
Os países que menos utilizam software pirata são os ricos Estados Unidos, Japão e Luxemburgo (cujos índices ficaram em torno de 20%), Nova Zelândia (22%), Austrália (24%), Alemanha e Reino Unido (os dois com 27%).
- O mercado de software agora está sendo movido pelos países emergentes, que também são os que possuem as taxas mais altas de pirataria - disse Julian Swan, diretor de marketing da BSA.
Sen. Marinor Brito (PSOL-PA) x Dep. Jair Bolsonaro (PP-RJ)
‘Tu deveria ir pra cadeia’, diz senadora a Bolsonaro no Congresso
Presente na reunião, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), crítico das causas homossexuais, tentou exibir um panfleto “antigay” atrás da senadora Marta Suplicy (PT-SP) durante a entrevista que a parlamentar, relatora da matéria, concedia no corredor das comissões do Senado.
A atitude de Bolsonaro irritou a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), que iniciou a confusão dando um tapa nas mãos do deputado do PP, na tentativa de arrancar o panfleto exibido por ele.
“Tira isso daqui, rapaz. Me respeita!”, advertiu Marinor, batendo no panfleto de Bolsonaro. “Bata no meu aqui. Vai me bater?”, respondeu Bolsonaro. “Eu bato! Vai me bater?”, rebateu Marinor. “Depois dizem que não tem homofóbico aqui. Tu és homofóbico. Tu deveria ir pra cadeia! Tu deveria ir pra cadeia! Tira isso daqui. Homofóbico, criminoso, criminoso, tira isso daqui, respeita!”, prosseguiu a senadora do PSOL.
O panfleto, elaborado pela assessoria de Bolsonaro já havia sido distribuído nas ruas do Rio de Janeiro, e tem como objetivo criticar pontos do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos do Ministério da Educação e Cultura (MEC) como o chamado “kit gay” - filmes e cartilhas contra a discriminação sexual, que o MEC deve começar a distribuir nas escolas de ensino médio no segundo semestre. “Esse material dito didático pelo MEC não vai combater a homofobia, ele vai estimular a homossexualidade lá na base no primeiro grau”, diz Bolsonaro, durante a distribuição no Rio.
Ainda criticando Bolsonaro, a senadora Marinor Brito acusou o deputado do PP de praticar homofobia com dinheiro público, uma vez que os panfletos teriam sido elaborados com verba da Câmara: “Isso foi feito com dinheiro público. É homofobia com dinheiro público. Com dinheiro público. Essa cartilha é homofobia com dinheiro público.”
Diante da confusão, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Paulo Paim (PT-RS) teve de mandar fechar a porta do plenário, para que o exame de outras matérias pudesse ser realizado sem o incômodo barulho.
Falha no Facebook expõe dados de usuários
Informações pessoais colocadas nos perfis dos mais de 500 milhões de usuários do Facebook podem ter sido acessadas por terceiros, incluindo anunciantes.
A descoberta foi divulgada pela Symantec, uma das mais importantes empresas de segurança tecnológica. O Facebook assumiu a falha, mas negou a informação de que teria permitido que dados tenham sido vazados.
O vazamento ocorreria por meio da aplicativos (apps) instalados pelos usuários. No total, mais de 100 mil aplicativos podem ter aberto as portas de acesso dos perfis.
O Facebook teria assumido a falha e afirmado que o problema já foi resolvido. Mas, segundo a Symantec, o ideal seria que as pessoas trocassem suas senhas, caso queiram impedir o acesso terceiros às informações, incluindo fotos e chats.
Levando em conta que mais de uma pessoa instala cada um desses apps, centenas de milhares ou mesmo milhões de perfis podem ter sido infectados por meio de uma "chave de acesso" (token).
Segundo a Simantec, a contaminação não é proposital e ocorria por causa do sistema e do modo como eram instalados os aplicativos.
A descoberta foi divulgada pela Symantec, uma das mais importantes empresas de segurança tecnológica. O Facebook assumiu a falha, mas negou a informação de que teria permitido que dados tenham sido vazados.
O vazamento ocorreria por meio da aplicativos (apps) instalados pelos usuários. No total, mais de 100 mil aplicativos podem ter aberto as portas de acesso dos perfis.
O Facebook teria assumido a falha e afirmado que o problema já foi resolvido. Mas, segundo a Symantec, o ideal seria que as pessoas trocassem suas senhas, caso queiram impedir o acesso terceiros às informações, incluindo fotos e chats.
Levando em conta que mais de uma pessoa instala cada um desses apps, centenas de milhares ou mesmo milhões de perfis podem ter sido infectados por meio de uma "chave de acesso" (token).
Segundo a Simantec, a contaminação não é proposital e ocorria por causa do sistema e do modo como eram instalados os aplicativos.
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